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2 Palmos de Reflexão

2 Palmos de Reflexão

21
Jun19

Poupar/Sofrer nos Transportes!

Pedro Almeida

No final de 2018, e depois de muito debate, lá anunciaram a notícia bombástica de que a partir de Abril deste ano seríamos "brindados" com os novos passes sociais, através dos quais, pagamos apenas 40€ para passear nos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa.

 

Todos os utentes iam esfregando as mãos enquanto pensavam no dinheiro que poderiam poupar, por exemplo, quem vinha de Setúbal para Lisboa - de Fertagus - pagava quase 100€ e, tendo em conta a nova medida, iria poupar cerca de 60€ p/mês (720€ p/ ano). Tudo muito bom, não fossem dois graves problemas:

- A oferta de transporte não acompanha a procura;

- A manutenção dos transportes deixa muito a desejar.

 

No que diz respeito à oferta de transportes, parece-me que os deputados esqueceram-se de delinear uma estratégica aliciante que permitisse a compra de novos autocarros/comboios, a contratação de novos motoristas, a melhoria das condições salariais, entre outros. Não obstante da Carris que, recentemente, anunciou a compra de 100 novos autocarros, os outros meios de transporte pouco ou nada fizeram*.

 

* - O Metropolitano de Lisboa até tem levado a situação de uma forma humorística através do "jogo da cadeira", qualquer dia a Assembleia da República tem mais assentos que o próprio metro, que vai retirando bancos de todas as carruagens.

 

Por último, e não menos importante, o ministro do ambiente tem razão, "não há caos coisíssima nenhuma", apenas há uma mixórdia de situações que levam a que os transportes se transformem numa espécie de "salve-se quem puder" e que as pessoas ativem o seu instinto de sobrevivência. 

 

Poderá haver salvação, mas até agora só vale a pena aproveitar o dinheiro que se poupa nos transportes!

 

03
Fev19

Excisão Feminina - Um Golpe de Submissão

Pedro Almeida

Todos os dias saem notícias sobre uma panóplia de assuntos, desde a política até ao futebol, passando pelos crimes passionais e pelo sensacionalismo que faz correr “tinta” em jornais e revistas. Francamente, a banalidade em que vivemos hoje em dia faz cair em esquecimento o facto de que todos os dias há atendados contra a vida humana, principalmente, da mulher.

Um desses atendados à integridade, física e mental, da mulher, e que em muitos países ainda não é considerado crime, é a excisão feminina ou, por outras palavras, a mutilação genital feminina, o qual consiste na remoção do clitóris, geralmente a meninas entre os 11 e os 12 anos. O pior de tudo é que estas meninas de seguida são costuradas e só podem descoser-se aquando o ato sexual e, no fim do mesmo, terão de ser novamente costuradas.

Esta é uma prática comum nos países africanos e asiáticos, e a principal “razão” para tal atrocidade acontecer é de que, para satisfazer os homens, as mulheres têm que ser 100% “puras” e, por isso mesmo, se tiverem o clitóris não estão aptas para casamento e são consideradas impuras. 

Observamos os números (da imagem abaixo) e pensamos que, por mais horrenda e nociva que seja esta prática, ocorre apenas em países ancestrais que acreditam que a pureza da mulher se encontra no seu corpo. No entanto, e por mais infeliz que seja esta realidade, em Portugal houve pelo menos 80 casos de mutilação feminina em 2016 e 6.000 mulheres, que vivem em território nacional, já sofreram do mesmo.

1.jpg

Muitos são aqueles que pensam que apenas acontece noutros países e nós, enquanto uma nação, não temos poder para alterar o rumo destas tradições, lá está, porque as tradições estão enraizadas nos países. No entanto, 15.000 comunidades de 20 países, onde ocorre a excisão feminina, já declararam que estão a abandonar essa prática e pelo menos 5 países já aprovaram legislação para criminalizar a prática!

 

A UNICEF tem o objetivo de erradicar a Mutilação Genital Feminina até 2030 e é óbvio que, por cada linha e agulha que estas mulheres sofreram ao longo dos anos, não podemos simplesmente "fechar os olhos" e pensar que não acontece em Portugal ou noutros países ocidentais.

 

E, de facto, se houver união por parte dos vários povos, a UNICEF e o mundo irão conseguir atingir o seu objetivo em 2030! 

06
Jan19

Polémica em “fora de jogo”

Pedro Almeida

Portugal é um país que, aos poucos, se tem vindo a vangloriar, e com todo o mérito, devido ao reconhecimento no que diz respeito ao turismo - 37 “óscares” do Turismo em 2017 -; ao desporto - Campeão Europeu de Futebol em 2016 e de Futsal em 2018 -; à música - Vencedor do Festival da Eurovisão em 2017 -; e outros tantos passos vitoriosos que dão “alma” a este pequeno país, o qual voa sob os céus onde poucos se aventuram.

 

Toda esta alegre azáfama se perde quando nos debruçamos nos inglórios comentários redigidos e até proferidos, por parte dos altos dirigentes e diretores de comunicação dos grandes clubes - Benfica, Sporting e Porto - e não só (os comentadores televisivos acabam por caber no mesmo “saco”). Infelizmente, há comentários para todos os “desgostos” de quem assiste a um espetáculo pobre em palavras mas rico em termos de polémicas, uma vez que não é possível retirarmos nenhuma decência de tais palavras.

 

Como é que nos podemos dar ao luxo de, num desporto que se apresenta perto do auge de títulos desportivos - individuais e coletivos -, estar “fora de jogo” no discurso comunicacional? Aliás, como é que tal pode ocorrer no seio de diretores de comunicação, os quais, através de uma pesquisa no Linkedin, apresentam licenciaturas em jornalismo ou ciências da comunicação?

 

Neste momento já passaram de redatores de notícias à própria notícia, pelos piores motivos. Começa a tornar-se perigoso e contagiante todo este tipo de comentários, isto porque se estendem ao domínio pessoal não só de cada dirigente como também dos árbitros - estes são os principais visados e já houve agressões aos mesmos, devido a jogos menos bem conseguidos e, consequentemente, criticados.

 

Tal como Pedro Proença, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, proferiu em Fevereiro de 2018, é necessário criar um código deontológico que sirva de base, principalmente, para os diretores de comunicação e possa vir a elucidar o importante papel que estes profissionais têm nos seus clubes. Deste modo, conseguirá  pôr um fim ou alguma “água na fervura” para desanuviar tais clivagens que têm vindo a denegrir a imagem do mundo do futebol em Portugal.

 

Há que haver limites e quem ousar ultrapassá-los, como tem vindo a acontecer, terá de ser severamente punido para que o verdadeiro espetáculo seja dentro das “quatro linhas” e não fora delas. O El País, aclamado jornal espanhol, escreveu no dia 2 de Março de 2018 que, e passo a citar, “(…)os problemas não são nos relvados, os sarilhos do futebol português, nascem, crescem e multiplicam-se noutros palcos (…)”, quer isto dizer que todos os holofotes estão virados para nós e acredito que não é esta a imagem que queremos passar.

 

Se as farpas continuarem em 2019, o melhor mesmo é ligarmos para o 112 antes que se possam transformar num “incêndio” de altas dimensões, ainda pior do que aconteceu na Academia do Sporting, o que poderia manchar por completo a imagem do futebol português, fazendo esquecer os sucessos que têm vindo a ser alcançados.

29
Dez18

We need Slavery?

Pedro Almeida

Desde a pré-história e a Antiguidade que os seres-humanos utilizam os animais para servir as suas necessidades, não só enquanto transporte mas como atração de circo, sem falar de que nós matamos animais dia após dia para nos alimentarmos ou termos casacos de pele chiques. Desta forma, aparentamos ser menos racionais que os próprios animais, isto porque eles matam por sobrevivência e nós, com todo o respeito, matamos por elegância.

 

Contudo, voltando ao tema em questão não cabe na minha cabeça como é que nós, com o poder de pensar, imaginar e inventar 1001 coisas, conseguimos tirar a liberdade destes animais “inofensivos”. Porque é que se chicoteiam tigres e leões no circo para satisfazer as pessoas? O que leva as pessoas a andar em cima de elefantes de forma excessiva? O que ganhamos em domar animais e torná-los nossos escravos?

 

Nós queremos democracia e liberdade de expressão, mas privamos os animais de ter uma vida normal, nós procuramos razões científicas e soluções para não haver tanto peso nas costas das crianças quando vão para a escola, mas colocamos mais de 50 kg em cima de um elefante ou de um boi. As crianças adoram ir ao jardim zoológico, um local onde os animais servem como atração é verdade mas que, ao mesmo tempo, conseguem ter algumas das condições necessárias para se reproduzirem, e com isso, até se pode salvar certas espécies em vias de extinção.

 

O 25 de Abril é o dia da liberdade em Portugal mas nesse mesmo dia, um elefante morreu em Cambodja com um ataque cardíaco por 2 razões: temperaturas altas a rondar os 40º e exaustão. Exaustão essa que deve ao facto de este elefante ter transportado turistas durante 15 anos até ao templo de Angkor Wat, sem quase ter tempo para descansar.

 

Mesmo que não tenha havido maus tratos físicos, qual é a necessidade de um elefante transportar turistas de um lado para o outro? Enquanto pessoas temos pernas e pés que nos ajudam a movimentar, para além do facto de existirem bicicletas ou outros meios de transporte não-poluentes que poderiam salvar a vida destes pobres animais.

 

O elefante que morreu no dia 25 de Abril de 2016 não foi o primeiro nem será o último, isto porque mudar mentalidades é algo que leva o seu tempo mas se nós começarmos a dar importância a estes acontecimentos e começarmos a agir, acredito que poderá acontecer algo, mas que algo? Só quando agirmos é que saberemos o que irá acontecer.

19
Dez18

Liga dos “Milhões”

Pedro Almeida

O futebol é um dos desportos coletivos mais praticados no mundo, sendo que se nos focarmos apenas nos federados, em 2013 havia + de 265 milhões de futebolistas federados (em 2016, o número deve ser muito superior) e em Portugal, em 2015, havia quase 163 mil federados batendo assim um recorde nacional. Ninguém é indiferente a este “mundo”, ou se gosta ou não se gosta de futebol, movendo milhões e milhões de adeptos que freneticamente apoiam os seus clubes, festejam as suas vitórias e conquistas, e levam esta paixão para cada estádio, cada jogo ou para cada conversa no café.

 

Dada altura tanto a UEFA como a FIFA pensaram no que poderia ser feito para atrair ainda mais adeptos, investidores e, mais importante que tudo, dinheiro. Em 1995 estava a ser criada a Taça dos Campeões Europeus e passadas 60 edições, já mudaram de nome para “Liga dos Campeões, já houve 22 clubes diferentes a vencerem esta competição, e + de 2 mil milhões de euros gastos em prémios monetários a todos os clubes que já participaram.

 

Se juntarmos a estes 2 mil milhões de euros, o dinheiro gasto nas bilheteiras, nas transferências de jogadores e equipa técnica, nos brutos salários, nas dívidas, nas deslocações para os jogos, na manutenção de estádios e dos centros de treinos, chegamos a quantias absurdas e extravagantes. Quantias essas que poderiam diminuir o “buraco” que certos países, como Portugal, Grécia, Irlanda, entre outros, tentam “tapar” com o dinheiro proveniente de taxas e impostos que cada cidadão é obrigado a pagar.

 

Para não falar de que quando a política e o futebol se juntam, criam o exclusiva e lucrativa Taça da “Corrupção”, na qual tem entrada direta todos os políticos ou dirigentes desportivos (diretores, presidentes e donos de clubes, entre outros) que consigam guardar no minúsculo bolso das calças milhões e milhões de euros através de esquemas mais complexos do que as equações da Matemática, as fórmulas da Física, ou as experiências da Química.

 

Eu próprio gosto de ver jogos de futebol, defesas fantásticas, golos de outro mundo, mas mais importante do que isso prefiro dar um “chuto” na corrupção futebolística e gastar o dinheiro de um bilhete de um jogo, em algo que seja + benéfico para mim. Para além disso do facto de que jogar com amigos é muito melhor do que estar sentado no sofá a ver um jogo em que eu não posso participar.

 

 

De que lado deve então “rolar” a bola?

15
Dez18

“Tecnovirose” is on fire

Pedro Almeida

Eu nasci em 1995 e sinto que a sociedade nos tem tornado robots teleguiados pela tecnologia e pela comunicação de massas. A tecnologia traz toda uma panóplia de vantagens em termos de comunicação mais rápida e eficiente, diálogo com pessoas que não conhecemos (se for a pessoa correta), acesso a todo o tipo de informações, aumento da cultura geral e da difusão dos países ou de outro tipo de contextos que contribuem para o diálogo intercultural.

 

Por outro lado, num piscar de olhos deparamo-nos com imensas desvantagens tais como a insegurança, os boatos, a publicidade abundante, os supostos corações partidos por relações “à facebook” ou via Bluetooth com a troca de fotografias intimamente desnecessárias. Antigamente, num mundo sem tecnologias mais avançadas que a própria espécie humana, o contato era feito através de cartas ou meramente cara-a-cara e será que alguém se sentiu sozinho? As pessoas tinham a sua proteção em casa mas agora será que têm o mesmo tipo de segurança? As empresas de sucesso já vivem no auge muito antes de ter chegado a tecnologia e agora será que não conseguem viver sem ela?

 

Eu próprio me revejo na situação de estar rodeado por tecnologia, vejam que antigamente os artigos eram escritos a papel e eu estou a escrever no computador, mais propriamente no programa Word, enquanto ouço música do Spotify devido ao Wi-fi que me “oferece” Internet (proveniente do Router instalado pela Vodafone) com o telemóvel ao lado a carregar. Era aqui que eu queria chegar, será que a nossa vida necessita de tanta tecnologia?

 

Por vezes parece que o nosso coração bombeia megabytes em vez de glóbulos, que respiramos kilobytes em vez de oxigénio e que guardamos as nossas memórias em PDF em vez de ser no nosso cérebro. De modo a reforçar a ideia de pensamento que tenho, nada melhor do que fornecer dados estatísticos sobre este tema, nomeadamente: em 1997, 6,3% da população portuguesa utilizava a internet e, em 2014, 64% da população portuguesa utilizava a internet, sendo que dessas 5,5 milhões de pessoas, 4,7 milhões utiliza-a para aceder ao facebook e outras redes sociais (dados retirados do site “Observador”).

 

São números astronómicos é verdade, visto que num país tão pequeno comparado com muitos outros, mais de metade aderiu à “febre do facebook” ou à “tecnovirose”. Mas não fiquemos por aqui, os smartphones tornaram a nossa vida diferente, provas disso é que em 2014, 46,4% da população portuguesa usufruía dos mesmos em inúmeras situações do dia-a-dia e se traduzirmos esta percentagem em euros, são mais de 123 milhões de euros gastos (segundo um estudo feito pela Marketest).

 

A tecnologia é necessária na sociedade em que vivemos, até porque na medicina, ciência, física, química, marketing, publicidade, entre muitas outras áreas, o seu contributo é importantíssimo e deparamo-nos “milagres” decorrentes da sua utilização. Contudo, temos de ter cuidado não só com o uso excessivo mas também com a forma de utilização, uma vez que através da tecnologia podemos provocar o aparecimento doenças humanas (por exemplo, problemas visuais), vírus informáticos (por exemplo, “cavalo de troia”), problemas sociais (por exemplo, cyber-bullying), entre muitas outras desvantagens.

12
Dez18

Animais vs "Animais"

Pedro Almeida

Os animais merecem viver com as boas condições que procuramos ter dia após dia, havendo apenas algumas diferenças entre duas espécies que habitam no mesmo planeta tais como: os humanos são racionais e os animais são irracionais, os animais têm um instinto de sobrevivência e de trabalho em equipa diferentes, entre outras diferenças que poderão existir.

 

A verdade é que os seres humanos são tão "racionais" que se esquecem que invadiram o reino animal, ou seja, antes de haver a nossa raça e os australopitecos, já existiam animais irracionais mesmo que fossem apenas dinossauros e outras espécies insetos, micróbios, entre outros. Porque têm de ser os animais a adaptar-se às nossas vivências e aos nossos hábitos? Temos de nos alimentar é um facto visto que não temos o instinto de sobrevivência dos animais mas isso implica dia após dia destruirmos o seu habitat? Implica inventarmos mil e uma coisas que põem em causa a vida de todas as espécies existentes (incluindo a nossa como é óbvio)?


 Se as pessoas conseguem encontrar soluções para a boa vivência do ser-humano em sociedade, porque não aplicam a mesma inteligência para melhorar a vida dos animais já que eles se adaptam a nós? Eu na minha opinião encontro várias soluções plausíveis para proteger os animais tais como: diminuir a poluição e aumentar a reciclagem; diminuir ou acabar mesmo com as caçadas a espécies com chifres (elefantes) ou escamas (crocodilos) para fazer joias, malas, entre outros; diminuir a pegada ecológica e muitas outras soluções que as pessoas têm mente mas não as executam.

 

Agora, virando este assunto para factos reais, uma vez que as pessoas mudam o seu comportamento mais rapidamente com factos, há um tema que tem gerado polémica em Portugal que é o facto de os pescadores não puderem pescar sardinhas. Eu concordo plenamente sem pensar duas vezes nessa mesma proibição e nem percebo onde existe polémica, é aqui que os seres humanos se tornam "animais" irracionais porque pelo que eu sei foi imposta uma quota, no início do ano, de sardinhas que poderiam ser pescadas em 2015 e como nós pensamos imenso, pescaram essa quantidade de sardinhas em menos de 7/8 meses e agora reclamam que a lei é injusta.

 

 As pessoas estão à espera do quê? De pescarem todas as sardinhas existentes no oceano sem as deixar reproduzir? Não sei se sabem mas quando isso acontecer, ou criamos sardinhas em viveiro ou deixa de existir sardinhas, tal como já não existe várias espécies de animais tais como: o Rinoceronte-negro-ocidental, o Leopardo nebuloso, o Maçarico-esquimó, Tartaruga gigante dos Galápagos, Foca-monge-das-caraíbas, Íbex-dos-pirenéus, Tigre-de-Java, Pica-Pau-Bico-de-Marfim, entre muitas outras espécies.

 

Por essa mesma razão, podemos bater palmas à fantástica audácia do ser-humano em extinguir animais apenas porque têm caraterísticas físicas adequadas para fabricar produtos e ganhar dinheirinho fresquinho, ou seja, o cheiro a dinheiro "limpinho" inala-se mais intensamente no nariz das pessoas do que o cheiro a morte destes pobres animais.

 

Os maiores "animais" são os seres humanos que extinguem espécies apenas porque, coitadinhos, precisam de produzir produtos e precisam de comer (esquecendo que existem várias soluções ou alternativas e não as encontram porque não convém, e dá mais trabalho). Os comportamentos dos animais domésticos na maior parte das vezes reflete as atitudes dos seus donos, se esses mesmos animais sofrerem de maus tratos irão tornar-se mais agressivos, medrosos, assustados, entre outros.

 

Mas, se tivermos a atitude certa e os tratarmos como família, eles irão ser afáveis e irão demonstrar o seu lado bom. Somos "animais" não vale a pena dizermos que não, demonstramos os nossos comportamentos dia após dia através de decisões mal pensadas e gananciosas, apenas porque certas atitudes estão relacionadas com o dinheiro e outras atitudes estão relacionadas com o pouco valor que damos a tudo, essa é a verdade de toda a dimensão do ser-humano perante outras espécies.

 

Concluindo, temos de mudar e está na hora de agir com atitudes corretas, não importa se ajudamos apenas um animal com a nossa atitude, importa é que possamos conduzir a nossa sociedade pelos caminhos certos.

08
Dez18

Duplo “olhar” sob o aborto

Pedro Almeida

Não é novidade nenhuma de que existe uma falta de consenso em relação ao aborto, considerado um problema bioético devido a estar relacionado com a justiça (ética) de retirar o feto (biológico), por alguma razão, antes de estar completamente formado. O aborto consiste no facto de uma pessoa grávida pedir para ficar sem o bebé, ou seja, fazer uma “operação” para retirar o bebé do útero antes de este nascer e provocar a sua morte.

 

Por essa mesma razão, este assunto sempre causou uma grande polémica porque, para a maioria das pessoas, é ética e moralmente incorreto visto que estamos a cometer um homicídio consciente de um feto, e todos merecemos viver. Os argumentos usados a favor e contra desta prática são: a pessoa pode não ter as condições necessárias para criar um filho (neste caso a pessoa podia ter tido mais consciência no ato sexual para não ocorrer a gravidez), a pessoa poderá ter sido violada (neste caso a pessoa deveria ter todo o direito de provocar a interrupção da gravidez visto que foi um ato horrendo e sem qualquer consenso), a pessoa pode simplesmente não querer cuidar do “futuro” filhoa outra razão contra consiste no facto de a criança merecer viver e a sua morte ser considerada um homicídio.

 

Na minha opinião o aborto deveria ser legalizado em todos os países, com regras bastante severas e exceções muito bem delineadas, para apenas ser posta em prática nas situações mais adequadas. Por exemplo, se uma pessoa for violada e reparar que está grávida, é óbvio que vai pedir para efetuar o aborto e nessa situação deveria ser legalizado, ou seja,  é verdade que se está a matar um bebé (natimorto), mas será que a pessoa tem vontade de criar um filho visto que é fruto de uma violação da qual sofreu?

 

Contudo, deveria haver penas para quem colocar em prática o aborto em situações erradas ou simplesmente rejeitar esse mesmo pedido. Por exemplo, se uma pessoa não teve a melhor decisão na altura do ato, isso acaba por ser uma consequência e tal como em tudo na nossa vida, podemos errar ou tomar a decisão certa.

 

Apesar de ser algo quase impossível de ser feito, deveria haver um pequeno “manual” a explicar quais as situações em que pode colocar em prática o aborto e em quais não se pode. Desta forma até poderia haver um maior controlo e uma diminuição de práticas ilegais relacionadas com o aborto, isto é, temos de arranjar uma solução que satisfaça ambas as partes que tanto debatem sobre este mesmo assunto.

 

Imaginem: “uma rapariga é violada por alguém desconhecido, fez queixa à polícia e comprou um teste de gravidez para ver se tinha ficado grávida, e o teste dava positivo”. Era justo esta rapariga ter a possibilidade de fazer um aborto? Seria ética e moralmente errado efetuar um aborto nesta situação? Seria considerado homicídio se o aborto fosse efetuado nas primeiras 10 semanas? Se o médico permitisse esta situação estaria a agir moralmente correto? Ou estaria a ser negligente e a ir contra a sua ética medicinal?

01
Dez18

“Mil e uma” Sombras de Bullying

Pedro Almeida

Bullying, o que será este termo tão feio? Visto de fora, parece somente um maltrato tanto a nível físico como também a nível psicológico, mas as pessoas que sofrem disto na pele andam completamente destroçadas e por vezes nós nem notamos isso, e porquê? Este é um problema, em que as “vítimas” têm medo de expor ao mundo não muito por vergonha mas sim porque é algo que as afeta de tal forma, que começam a ser introvertidas e a guardar tudo para si mesmas.

 

Não pensem que o bullying envolve apenas os atos de violência física e/ou psicológica, isto porque uma das maiores desvantagens do aparecimento das novas tecnologias é o desenvolvimento de novos tipos de bullying, tais como o cyber-bullying. Num mundo “civilizado” como e porque sofremos de bullying? É uma questão muito ligada ao preconceito, ou seja, como nos vêem de forma diferente têm o intuito de nos colocar e lado, outras vezes pode ser por sermos franzinos e assim um alvo fácil de ser maltratado…

 

Por outro lado, os bullies (agressores) praticam estes actos por uma necessidade de se superiorizarem e mostrarem que são melhores, ou até simplesmente por puro prazer pelo sofrimento dos outros porque assim ganham respeito e, assim ninguém lhes faz frente. Na maior parte das vezes sofremos bullying por ter peso a mais ou a menos, por termos características únicas que nos diferem de todos os outros (daí algumas alcunhas), e como poderemos saber se alguém sofre de bullying?

 

Este pode ser um texto de opinião, mas também quero ajudar as pessoas que possam sofrer disto e evitar novos casos neste problema que assombra imensos corações, para isso irei enunciar vários indicativos para vermos se alguém sofre de bullying ou não… Estes indicativos poderão ser transtornos a nível alimentar, do sono e da ansiedade, uma maior irritabilidade, medos regulares, tentativas de suicídio, depressão, isolamento social entre outros

 

Isto quer dizer, que o bullying afeta o nosso sistema nervoso, daí andarmos com medo ou nos isolarmos das outras pessoas porque nos sentimos diferentes e colocados de parte. A depressão pode ter vários graus, dependendo da forma como somos maltratados e da intensidade de ocorrência desta situação.

 

Se vocês virem alguém a sofrer de bullying, ajudem essa pessoa e não se afastem, porque se vocês se afastarem da pessoa estão ainda a piorar a situação e, a pessoa em causa irá sentir-se ainda mais “vítima”. Por vezes, o suicídio começa nestas situações porque não temos apoio emocional devido ao facto de nos isolarmos e termos medo de falar disto, ou seja, o ato não é vergonhoso para quem o pratica mas sim para quem o sofre na “pele”.

 

28
Nov18

Uma praxe "à portuguesa”

Pedro Almeida

Provavelmente, já terão notícias de praxes abusivas, por exemplo, quando em 2015, vários estudantes caloiros da Universidade do Algarve foram levados para a Ria Formosa para nadarem, e posteriormente levados para o areal onde foram obrigados a cavar buracos profundos. Contudo, é aqui que começa a lamentável notícia com contornos criminais, visto que enterraram todos os caloiros até à cabeça e deram-lhes a beber bebidas alcoólicas até não aguentarem mais. Isto é a típica praxe portuguesa, apesar de haver bons exemplos de praxes de integração dos caloiros noutras universidades.

 

Penso que já se esqueceram do sucedido na praia do Meco e nestas situações não pode haver tolerância por parte de todos os órgãos que zelam pela segurança, não só pelos alunos(as) enquanto cidadãos mas também enquanto caloiros. Não consigo entender onde é que aqui existe integração, motivação ou socialização... aqui apenas existiu humilhação dos estudantes caloiros e estupidez e dominância por parte dos veteranos da Universidade.

 

Será que os veteranos daquela Universidade não sabem o que quer dizer integração? É preciso humilhar as pessoas? Se o principal papel dos veteranos é ajudar e receber os caloiros, porque existe este carácter de dominância? São perguntas em que não consigo obter uma resposta racional porque simplesmente não existem respostas que possam encerrar este assunto. 

 

Ano após ano, vemos caloiros a serem sexualmente assediados, a ficarem em coma alcoólico por implicação/obrigação dos mais velhos, a serem insultados e arrastados por cima de excrementos de animais, e o que vejo é a nossa sociedade de olhos fechados, sem impor o respeito e a integração que deveria haver e sem instaurarem processos de investigação complexa com penas criminais para os responsáveis. Pelos vistos, em Portugal o significado de “praxe” está a ser dominado pela minoria das situações exageradas e quase sempre sem grandes implicações jurídicas.

 

Eu fui caloiro escsiano e peço que encontrem as diferenças que existem entre a praxe feita na Universidade do Algarve e a praxe feita na Escola Superior de Comunicação Social, em que juntaram todos os cursos existentes para uma maior integração. Tudo isto para dizer que tenho orgulho na Escola Superior de Comunicação Social (falando por experiência própria e não devo ser o único com esta opinião). 

Houve apenas integração em vários grupos/equipas em que socializávamos entre nós, e os próprios veteranos ensinavam-nos o verdadeiro significado de “integração”, “socialização”, “motivação” e mais importante que tudo “união” sem nunca sermos insultados, humilhados ou enxovalhados.

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